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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Exercícios físicos na gravidez


Foto Divulgação

O conceito de que grávida não pode fazer atividade física está mais que ultrapassado. Exercícios físicos são recomendados a todos, especialmente, para grande parte das gestantes, trazendo benefícios não só para a mamãe, como também para o bebê. A prática reduz o risco de complicações obstétricas, ajuda no controle da pressão arterial, gera maior controle de ganho de peso da mãe e atua positivamente no estado psicológico, diminuindo a incidência de depressão e estresse. Os exercícios, quando executados corretamente, também ajudam a conter as mudanças no corpo que acontecem durante a gestação, como os problemas posturais, inchaço, entre outros.

“Eu sou uma prova de que atividade física faz muito bem durante a gestação. Sempre fiz exercícios e continuei com a minha rotina durante a gravidez, tomando alguns cuidados, claro, como controlar os batimentos cardíacos, e evitar alguns exercícios e movimentos. Fiz aula de alongamento, musculação e também exercícios funcionais. Corri até os seis meses e, quando não aguentei mais, passei a caminhar. Fiquei super bem e disposta, meus exames eram sempre ótimos e ajudou muito no meu parto normal.” – Dânae, mãe do Caio de 1 ano.

Mas não é porque é bom, que devemos exagerar. A gravidez exige da mãe um estilo de vida ativo e saudável, e de fato não é uma doença, mas exige sim, cuidados mais que especiais. Afinal, o seu corpo está gerando uma nova vida, e isso é bastante complexo a nível biológico e temos que respeitar esse processo. Portanto, as mulheres que já praticam exercícios físicos deverão curtir uma nova forma de “malhar”. É importante fortalecer a musculatura, que vai trazer muitos benefícios para o corpo, mas o foco não deve ser a estética. Em alguns casos, o acompanhamento emocional por profissional é necessário, pois mudar uma rotina de treinos pode não ser tão simples para as mamães "atletas" e todo cuidado é pouco.
Para saber qual atividade se encaixará melhor na sua rotina e no seu estilo de vida e executar os exercícios de maneira correta, é importante consultar um profissional especializado. É aí que entra o Personal Gestante, um profissional preparado para observar todos os aspectos que envolvem uma gestação saudável. Ele conta com uma rede de apoio multidisciplinar, formada por nutricionistas e psicólogos, que atenderão as gestantes de maneira integral.

Quem acompanhou o quadro Mamãe Gentil, no Esporte Espetacular, viu um pouco do que é esse trabalho. Em cada episódio, a apresentadora mostrava sua rotina de exercícios, alimentação e cuidados para ter uma gravidez o mais saudável possível. Nós, do Mães All Time, conversamos com uma das profissionais que acompanhou de perto a rotina de exercícios da Fernanda durante o programa, a Personal Gestante Roberta Gabriel, para falar sobre a importância de praticar uma atividade física e os cuidados durante a gestação. Confira!

Foto Divulgação

Como começou o trabalho de personal gestante? Em que ano?
O meu interesse pelas gestantes começou quando fui fazer o curso de Enfermagem e Obstetrícia na UFRJ. Lá, me deparei com uma realidade que me assustou muito. Como sempre fui ligada a uma vida saudável e ativa, resolvi ir para Educação Física já com esse sonho, de ajudar as mulheres grávidas a ter mais saúde e bem-estar. Me formei grávida do meu primeiro filho e ali tudo começou. Eu fui o meu próprio laboratório! Em 2008, comecei com minha própria gestação e em 2010 iniciei meus atendimentos para outras mães grávidas!   

Qual a importância de ter um personal gestante acompanhando a gestação?
Ter a segurança de que estará cuidando do seu bem-estar e da sua saúde e de seu bebê com um profissional que sabe respeitar a necessidade de cada fase gestacional.  

O que os exercícios durante a gestação ajudam a prevenir? 
Doenças próprias desse período como a diabetes e a hipertensão (pré-eclâmpsia); dores nas costas (principalmente lombar); surgimento de dor e lesão nos punhos, ombros e quadris; diminuição do inchaço; incontinência urinária e constipação intestinal.  

Quais são as principais preocupações das mamães?
Controle de peso para uma vida saudável. Quando equilibramos e controlamos esse ganho de peso, conseguimos evitar também patologias próprias do período gestacional, como a diabetes e prevenido o surgimento de desconfortos provenientes da alteração postural e do ganho de peso excessivo, como as dores lombares.  

Quais são os exercícios mais recomendados?
Os exercícios devem ser recomendados de acordo com a individualidade de cada mulher, tanto de condicionamento físico quanto de condição obstétrica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Temos que parar com esse conceito de que gestante só pode fazer isso ou aquilo. Cada caso é um caso! E cada mulher tem perfil para uma atividade diferente! O que recomendo a todas as grávidas é a Ginástica Pré-Natal, que consiste num conjunto de exercícios próprios para promover a saúde feminina, assoalho pélvico, abdômen, quadril, e a são focados no fortalecimento para os cuidados com o bebê e na volta da barriga!  

Quando os exercícios devem começar? E quando é o momento de parar?
Depende. Atualmente, muitos obstetras liberam suas clientes a praticar exercícios desde a descoberta da gestação. Outros são mais conservadores e preferem manter o repouso até 12 semanas (3 meses), mesmo sendo uma mãe ativa! E, para a interrupção das atividades, a conduta médica também não é única. Em alguns casos, libera-se até o dia do parto, em outros paramos com 37-38 semanas. O mais importante é respeitar o que o médico definir.

Foto Divulgação

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nova vacina de Meningite B




Esse assunto tem gerado muitas dúvidas entre as mamães. Dar ou não dar a vacina? Depois de conversar com o pediatra dos nossos filhos, decidimos escrever esse post para tentar ajudar as mamães que ainda não decidiram. Realmente o preço é bem salgado, mas, para a saúde dos nossos filhos, fazemos qualquer sacrifício.


“A Sofia já tomou. Dei na clínica particular Vaccini e paguei R$585. No caso dela, são duas doses com intervalo de dois meses. Sofia chorou só um pouquinho na hora da picadinha da injeção. Depois passou. Não apresentou febre, mas a dor local é bem chatinha. Mesmo fazendo compressa no local, a região ficou inchada”.


“No caso do Caio, que vai fazer 1 ano, eu só vou dar com 1 ano e quatro meses, por orientação do pediatra. Segundo ele, como o Caio não frequenta creche eu posso esperar um pouco mais e dar apenas duas doses. Se eu desse antes disso, teria que dar três. Como o preço é salgadinho, preferi esperar um pouco”.


Esta vacina é mesmo importante? É contra um tipo novo de meningite?
Sim, a vacinação é importante! A bactéria não é nova. A vacina que é nova em nosso país. A meningite por meningococo tipo B não era tão comum no Brasil, mas com a redução dos casos de doença causados pelo por meningococo tipo C (pela introdução da vacina contra essa bactéria no calendário de vacinação do Ministério da Saúde para menores de 2 anos) o meningo B pulou do segundo lugar (responsável por 20% dos casos) para o primeiro como causa de doença meningocócica nessa faixa de idade. Essa bactéria é responsável por cerca de 60% dos casos nos menores de 1 ano, cerca de 100% nas crianças entre 12 e 23 meses e 58% nas crianças entre 2 e 5 anos. Ou seja, é importante sim.

Funciona?
No Brasil, a vacina  permite prevenir contra 81% dos meningococos B que circulam em nosso país.

Quanto custa?
Varia de clínica para clínica. Mas o produto custa para as clínicas por volta R$340 a dose. A quanto vão vender é outra coisa. Mas uma coisa é certa: É caro. Bem caro. Aqui no Rio de Janeiro custa a partir de R$550 a dose.

Quais os efeitos colaterais mais comuns? Tem como evitá-los?
Pode ocorrer febre alta, principalmente em lactentes e crianças menores de 2 anos de idade, com pico nas seis primeiras horas após a vacinação, regredindo em até 72 horas. Manifestações locais incluem dor, eritema (vermelhidão) e edema (inchaço) no local de injeção.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Exame de sangue. A primeira vez.



Na hora que o pediatra prescreve o primeiro exame de sangue, normalmente após o primeiro ano de vida, é normal a mãe se desesperar e várias dúvidas surgirem,
A realização do exame é super importante. É uma tarefa que exige habilidade específica dos profissionais envolvidos, pois muitas vezes as crianças não têm condições de cooperar com o exame, pela própria idade e tempo de vida, às vezes dias. Mas ele precisa ser feito!


“No meu caso, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: exame de sangue?! Aquele que tem que furar o braço, ficar paradinho?! Como faz?! Nem preciso dizer que passei a noite pensando em como seria isto, né? Minha experiência no primeiro exame da Sofia, quando ela tinha um pouco mais de 1 ano de idade não foi nada boa. Na época prometi que a segunda vez seria diferente. Teria que “montar” um esquema para que minha filha sofresse menos. Bom, esse dia chegou! O pediatra da Sofia, agora com 2 anos e 10 meses, pediu vários exames de sangu. Eu, como toda mãe, estava em “pânico”, pois como disse anteriormente a primeira vez foi aquela choradeira. Como dessa vez eram vários exames e não queria que minha filha passasse por tudo de novo, marquei uma coleta domiciliar. A melhor decisão da vidaaaa! Quanto custou? Apenas R$45! A coleta foi um sucesso! A enfermeira utilizou a agulha “borboletinha” e isso ajudou muito a minimizar a dor. Sofia deu uma choradinha básica na hora da picada e depois se distraiu. Eu não fiquei estressada e ela também não. Aliás, o estresse pode alterar algum resultado. Sabiam? Da outra vez, por conta do estresse, pois a Sofia chorou bastante, o resultado da glicose foi acima do normal. Além do exame de sangue, fizemos uma coleta de xixi e fezes. Dessa vez bem mais fácil, pois a Sofia já não usa mais fralda. Exame de urina em bebês que usam fraldas é mais complicado. Mas isso é tema para um outro post rsrs. Espero que demore um pouco para precisar fazer exame de novo na minha pequena, mas se for necessário, agora já sei que é mais fácil do que parece”. - Danielle Campos, mãe da Sofia, de 2 anos e dez meses.

Dicas:
  • Explicar para a criança o que irá ser feito e por quê;
  • Se rolar a pergunta: vai doer? Fale a verdade: vai doer só um pouquinho e vai passar rápido!;
  • Na hora do exame, coloque a criança no seu colo e a distraia contando historinha.
  • Se possível, prefira a coleta domiciliar. Em casa, as crianças costumam ficar mais tranquilas.
  • Peça ao técnico que vai fazer o exame para usar a agulha borboletinha.  A seringa direto na veia dói bastante
  • Conte para nós como foi a sua experiência e ajude outras mamães de primeira viagem a passarem por esse momento “tenso”.
  • Para fazer exames de urina nos bebês que usam fralda, prefira o saco coletor. É um pouco melhor do que aquele potinho.

terça-feira, 23 de junho de 2015

7 coisas que acontecem no puerpério


Antes de ser mãe, a gente não faz ideia de como seja o pós parto e principalmente o que acontece com nosso corpo depois que o bebê nasce. Claro que, assim como a gravidez, cada mãe terá o seu próprio puerpério. Tudo depende do organismo, tipo de parto, recuperação, entre outros. Listamos algumas mudanças bem comuns que acontecem no corpo nessa fase para ajudar quem está passando por isso a não entrar em pânico. Ah, e listamos o que se pode fazer para se sentir melhor.

1) Cabelo
Prepare-se, seu cabelo vai cair e muito. Se na gravidez você sentiu que os fios ficaram mais fortes e brilhosos, no puerpério acontece justamente o contrário, especialmente por conta da amamentação, das oscilações hormonais e do estresse do pós-parto. É super normal que seu cabelo passe a cair consideravelmente até cerca de 4 meses depois que o bebê nasce. A gente pensa que vai ficar careca, mas depois de um tempo, tudo volta como era antes da gravidez. E, se não voltar, consulte um dermatologista.

2) Sangramento
Um corrimento vaginal parecido com a menstruação ocorrerá entre 20 e 30 dias depois do parto. Ele começa bem vermelho e vai perdendo a cor aos poucos. Se o sangramento não melhorar com o tempo, é bom consultar o seu médico.

3) Barriga
Depois de quase 10 meses esticando e crescendo, não espere que sua barriga vai simplesmente sumir depois que o bebê nasce. Além do inchaço normal causado pelo útero que ainda está dilatado e pela retenção de líquido, a barriga fica flácida, cheia de pele. Também pode acontecer da tonalidade da pele ficar escura, como se tivesse suja. Mas, calma, as coisas vão voltando para o seu devido lugar aos poucos. Tudo depende do tempo de recuperação de cada organismo e da memória que o seu corpo traz consigo.

4) Peso e inchaço
Durante a gravidez a gente ganha alguns bons quilos. O normal é até 12 kg, mas a gente sabe que nem sempre é possível cumprir esta meta. E depois que o bebê nasce, existe uma cobrança da sociedade e nossa também para que todos aqueles quilos excedentes sejam eliminados num piscar de olhos. A gente perde um peso considerável depois do parto, mas dificilmente é possível eliminar tudo em pouco tempo. Claro que tem gente que consegue e também é normal. Não devemos achar que só porque a pessoa volta ao seu peso rápido, está fazendo dietas malucas ou passando fome. Mas, na maioria dos casos, o corpo costuma levar tempo para voltar a sua antiga forma. A amamentação ajuda muito a queimar calorias e depois de ter alta do médico, é bom aproveitar a licença para praticar uma atividade física. Mas não vale nenhuma dieta maluca, é importante comer de forma saudável para a amamentação e para ter energia.

5) Pele
Algumas pessoas sofrem com problemas na pele, especialmente do rosto. Podem aparecer espinhas ou a pele ficar mais sensível. As olheiras também farão parte da sua vida nesta fase.

6) Seios
Depois do parto, os seios ficam muito inchados e doloridos e podem rachar ou ferir com a amamentação. Esse processo pode ser muito dolorido para algumas mulheres, mas também melhora com o tempo.

7) Emoções
No puerpério as emoções ficam a flor da pele. A oscilação hormonal misturada com todo o estresse e preocupação dos cuidados do recém-nascido e com o cansaço das poucas horas de sono se tornam uma bomba relógio prestes a explodir. Chorar a toa, angústia, nervosismo, vontade de sair correndo, tudo isso é normal. Mas é preciso tomar cuidado com a depressão pós-parto, que é mais comum do que a gente imagina. Se estiver com tristeza e desânimo permanente, o ideal é procurar um especialista.

Dicas para se sentir melhor
  • Descanse e relaxe sempre que puder, especialmente, nos momentos de sono do seu bebê;
  • Se tiver uma pessoa de confiança, peça.ajuda, especialmente nas tarefas de casa. Foque a sua energia no bebê;
  • Não afaste o seu companheiro. Mantenha-o por perto e convide-o a partilhar as tarefas que envolvem cuidar do bebê;
  • Controle as visitas e imponha algumas regras, sem receio ou sentimentos de culpa. É fundamental manter um ambiente tranquilo e privado para que todos possam se adaptar às novas rotinas e descansar.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Como aumentar a imunidade das crianças?


O outono e o inverno são estações propícias para a disseminação de viroses entre as crianças, especialmente aquelas que frequentam creches e escolas. Vira e mexe é o nariz escorrendo, tossindo, uma febre aqui, outra ali. E quando você pensa que a criança melhorou, passa algumas semanas e lá vem tudo de novo. E, quem é mãe sabe que não tem nada pior do que ver filho doente, sem fome, sem ânimo. É de cortar o coração. Mas será que tem algo que a gente possa fazer para melhorar essa situação? Sempre tem. E nós fomos atrás de informação para saber o que é possível para aumentar a imunidade das crianças. O primeiro passo é a alimentação. Conversamos com duas nutricionistas que nos deram dicas preciosas para dar aquela força para o sistema imunológico da criança.
Mas, antes  de começarmos a falar dos alimentos, é bom reforçar alguns cuidados importantes para manter os pequenos o mais longe possível dos vírus:
- Evitar lugares fechados e com muita aglomeração de pessoas, que facilitam a contaminação.
- Em casa, sempre deixe as janelas abertas para circular o ar. Ambiente fechado só favorece a proliferação de vírus.
- Faça a limpeza do ar-condicionado regularmente para evitar o acúmulo de ácaros e sujeira.
- Lave as suas mãos e as da criança com frequência e passe álcool em gel.
- Mantenha a criança longe de pessoas doentes.

Bom, agora vamos às dicas de alimentação.
OBS! Se o seu filho ainda mama no peito, continue. O leite materno contém, entre muitas outras coisas, as proteções das mães para certas doenças e elas são passadas para o bebê.

Cinthia Leitão - Nutricionista funcional.
IG - @nutricinthialeitao

- Abacate está na época e dá uma textura cremosa a diversas preparações.  No caso de crianças acima de 2 anos de idade, misturado com mel e cacau vira uma sobremesa nutritiva.
- Além do abacate, outra gordura do bem é a do óleo de coco extra virgem, que é fonte do ácido láurico que protege as crianças. 1 colher de chá do óleo de coco por dia é suficiente.
- 1 fonte de vitamina C todos os dias: laranja lima, morango orgânico, tangerina .. as quantidades dependem da idade da criança.
- Acrescente Inhame 3x na semana, em sopa, papinha. Se misturado com outro tubérculo, como batata doce ou batata baroa, a criança aceita sem problemas. Rico em vitaminas e com baixo índice glicemico, o inhame é um super aliado.
- Vegetais verde escuros: na sopa, em pedaços, para colorir o arroz ou a panqueca, como recheio de tortas salgadas; encontre uma receita que seu filho aceite melhor e use 5x na semana. Ricos em vitaminas , calcio e ferro, os vegetais verdes são muito importantes para manter a imunidade das crianças em alta.

Thaianna Velasco - nutricionista da clínica Helena Costa, no Leblon.
IG: @thaiannavelasco

- Frutas cítricas como laranja, limão, acerola, kiwi são ricos em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo. Porém devemos ter cuidado com a introdução precoce desses alimentos. Eles possuem uma substância chamada octopamina, que possui potencial alergênico. Não recomendo a crianças menores de 1 ano de idade. Então aquela história de suco de laranja lima a partir dos 6 meses, nem pensar!
- Vegetais verdes escuros (brócolis, couve, espinafre), feijão, lentilha, gema de ovo são alguns dos alimentos que apresentam ácido fólico. O nutriente auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.
- Alimentos ricos em zinco. Carnes, cereais integrais, amêndoas, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico), são ricos em zinco, nutriente que combate resfriados, gripes e outras doenças do sistema imunológico
- É importante lembrar que o desenvolvimento da microbiota intestinal, maior responsável da função imunológica, ocorre principalmente durante a infância. O leite materno é rico em bactérias boas que irão colonizar o intestino e promover a instalação de uma microbiota saudável!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Como fazer meu filho comer bem?


Seu filho faz cara feia quando vê legumes no prato? Olha para qualquer fruta e já diz que não gosta? Fique tranquila que o problema não é só na sua casa. Algumas mães passam por esse “drama” e se desesperam mesmo. Mas também não é para menos, né? A criança comia super bem até 1 ano e meio e depois começa a rejeitar qualquer alimento de uma hora para outra. O que fazer? Gritar, colocar de castigo, chantagear? Não! Nada disso funciona. Sei que na hora a gente faz, mas depois o arrependimento “bate” feio.

“Eu estou passando por essa fase há alguns meses. Juro, não é nada legal! O pior é ouvir de avós, amigos a fatídica frase: “nossa ela é ruim de boca, chata para comer”. Irrita!!! Já gritei, chorei (ops, choro até hoje), coloquei de castigo inúmeras vezes, prometi dar doce em troca, presente que ela mais deseja, chamei atenção na frente de pessoas que não deveria, constrangi minha filha, fiz tudo que não se deve fazer. Não resolveu! Fiz tudo que os livros, psicólogos, pediatras, nutricionistas não recomendam. Portanto, tenho crédito para afirmar: NÃO ADIANTA SE DESESPERAR! Sofia é uma criança de personalidade muito forte. Não volta atrás em nada. Ceder é uma palavrinha que ela desconhece. Resolvi mudar a tática e está melhorando um pouco, bem pouco rsrsr. Hoje levo a Sofia para fazer as compras, ela manuseia os alimentos e escolhe as frutas. Além disso, na hora da refeição optei por desligar a televisão. Tem dia que o “bicho” pega e aí cedo e ligo a TV, coloco desenho no tablet”, Danielle Campos - mãe da Sofia de 2 anos e 10 meses.

 “Ainda não posso ser parâmetro para falar sobre alimentação porque meu filho só tem 10 meses. Ele come de tudo e super bem, mas sei que esse cenário maravilhoso pode mudar de uma hora para outra quando ele tiver mais poder de decisão sobre o que quer ou gosta. Mas, enquanto isso não acontece, eu vou fazendo minha parte. Eu sou adepta de uma alimentação saudável e vou fazer de tudo para que meu filho seja também. Não frequento redes de fast food e na minha casa não tem refrigerante, suco de caixinha, frituras, comidas industrializadas. Isso não faz parte do nosso cardápio e não fará parte do dele, enquanto eu tiver o poder de decidir. Eu li muito sobre introdução alimentar e procuro seguir o que mais me identifiquei. O que mais acredito é no exemplo. Se você quer que seu filho se alimente bem, você precisa servir de inspiração. Outra coisa importante é a forma como você introduz o alimento na vida dos bebês a partir dos seis meses. Além da papinha, eu sempre procurei apresentar um alimento de cada vez para meu filho conhecer a textura, a cor, o gosto de cada um. Corto frutas, legumes e verduras do tamanho que ele consiga pegar e dou na mão dele para que experimente. Também é importante evitar as distrações, como TV e tablet, na hora da refeição. A criança precisa saber o que está comendo e sentir prazer naquilo. Eu gosto de fazer brincadeiras com bonecos, cantar, mas nada de TV. Além disso, procuro sempre levá-lo na feira e o incentivo a comer de tudo. Por enquanto, está dando certo. Ele come todos os tipos de fruta com a própria mão e dificilmente rejeita um alimento. E, se um dia ele rejeita, eu não insisto e deixo para outro dia.” – Dânae Mazzini, mãe do Caio de 10 meses.

Listamos algumas dicas baseadas em tudo que já lemos. Quem sabe não conseguimos ajudar outras mães.

- Seja o exemplo sempre. Desde cedo seu filho costuma imitar tudo que você faz e com alimentação não é diferente. Se ele ver o seu prato todo colorido com legumes e verduras, vai ficar muito mais interessado em fazer o mesmo.

- Faça uma boa introdução alimentar. A principal maneira de fazer com que as crianças comam bem é educar. É importante apresentar frutas e vegetais em seu formato original desde cedo. Assim, ela conhece o formato, a cor e o gosto das coisas e fica sempre aberta a experimentar coisas novas.

- O bebê pode demorar até 20 vezes para gostar de um alimento. Portanto, se ele cuspir um alimento, não desista. Apresente-o de maneira diferente, varie a forma de preparo. Você só pode dizer que seu filho não gosta de determinada coisa, depois de oferecer 20 vezes para ele. Óbvio que em dias e momentos diferentes.

- Ofereça a maior variedade alimentos possíveis para a criança, inclusive coisas que não aparecem muito no cardápio infantil, como quinoa, grão de bico, linhaça, frutas e legumes diferentes. Se o prato deles se resumir a arroz, feijão, batata, cenoura e carne, ela não vai ter o hábito de experimentar e seu paladar ficará muito limitado. Quanto mais variar o cardápio da criança, mais ela será aberta a experimentar novos sabores.

- Evite doces e alimentos industrializados. Muitas pesquisas defendem que as crianças devem ficar longe dos doces até, pelo menos, dois anos de idade e isso inclui biscoito (inclusive os de maisena), gelatinas, balas, chocolate e o próprio açúcar, que não deve ser usado em sucos e mamadeiras, até porque a criança não sente falta daquilo que não conhece. Suco de caixinha é basicamente a mesma coisa que refrigerante, tem a mesma quantidade de açúcar e a maioria tem aditivos, corantes. Prefira sempre os naturais e não exagere.

- Substitua o sal por ervas e temperos frescos. Comida de criança não precisa ser sem gosto, mas ao preparar o alimento do seu filho, deixe o sal de lado e invista em temperos mais naturais, como alho, cebola, salsinha, cebolinha, manjericão, cominho, entre outros. Ter uma hortinha em casa é uma maneira ainda mais eficiente de estimular a criança a gostar dessas coisas.

- Não trate alimentação como ferramenta de punição ou benefício. Não caia na tentação de prometer um doce ou um brinquedo se o seu filho comer tudo. Deixá-lo de castigo no caso de não comer, também só vai tornar a hora da refeição traumática.

- Use a criatividade na hora de servir os alimentos. Apresentação é tudo. Abuse dos pratos divertidos, coloridos, da fantasia (espinafre do Popeye, por exemplo), e dos jogos em família (que tal cada um ter que experimentar um novo alimento a cada refeição?).

- O responsável pelas ofertas de alimentos em casa é você. Se o armário de guloseimas está cheio e a fruteira vazia, provavelmente foi uma decisão sua.

- Merenda não é lugar de besteira. Se você colocar biscoito na lancheira, ela vai entender que aquilo é um hábito e vai pedir sempre. O mesmo acontece nos fins de semana. Se você condiciona a criança a comer besteira no fim de semana, ela não vai mais querer outra coisa.

- Procure criar uma rotina colocando horário para o café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Fica mais fácil de relacionar a fome com a hora da comida. Pode ser difícil no início, mas depois o organismo acostuma. Tente manter a mesma rotina nos fins de semana.

- Se ela não quiser almoçar o que você preparou, não ofereça guloseimas, tipo um nugget, ou troque por um alimento que ela mais gosta, como uma fruta ou vitamina. Espere ela dizer que está com fome ou tente de novo na próxima refeição.

- Evite os beliscos e lanches entre as refeições. Assim, a criança terá mais apetite e comerá melhor.

- Na hora da refeição, procure manter a criança sentada à mesa sem distrações (como TV e tablets), não encha demais o prato e respeite a saciedade dela. Também evite oferecer água ou suco durante a comida.

- Procure fazer as refeições em família. Mesmo que seu filho ainda seja um bebê, coloque a cadeirinha dele junto à mesa para que ele participe do momento. É muito mais divertido e prazeroso para a criança sentar com os pais. Ela ficará mais estimulada e comerá melhor.

- Envolva a criança em todo o processo da alimentação, seja para ir ao mercado escolher os alimentos até na hora de preparar o prato ou o suco. Ela terá muito mais interesse em comer aquilo que ajudou a preparar, fora que é uma agradável brincadeira.

- Evite se aborrecer tanto com opiniões de amigos e familiares. Isso só aumenta o estresse e faz você descontar no seu filho.