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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Não serve mais. O que fazer?


Durante a gestação, é uma delícia montar o enxoval do bebê e comprar um monte de roupas, acessórios, brinquedos e tantos outros itens necessários para os cuidados com os pequenos (cadeirinha, carrinho, tapetes, mantas, cueiros etc). O problema é que muitas coisas são usadas por um curto período de tempo, e as roupas são perdidas tão rápido que muitas vezes ficam novinhas ou nem são usadas, em alguns casos.
Com o crescimento da criança, começam a chegar os milhares de brinquedos, livros e outros artigos que se tornam necessários, e os espaços na nossa casa vão ficando cada vez menores para dar conta de tanta coisa.
Se você não pretende ter mais filhos ou ainda se não vai aproveitar o que já tem com o próximo, é preciso dar um destino para as coisas que já não usa mais. Mas o que fazer com tudo isso? Nós buscamos algumas dicas bem legais e até lucrativas sobre como se desfazer das coisas que não usamos mais e resolvemos dividir com vocês.
Quem tiver mais alguma dica também, deixe nos comentários que a gente adora.

Doar - Umas das coisas mais simples é doar o que está sem utilidade na nossa casa, seja para as amigas ou algum parente que terá um novo bebê, ou para uma família carente ou ainda para uma instituição. Ainda ajudamos a estimular a solidariedade em nossos filhos. E nunca é demais lembrar que os itens doados devem estar em bom estado de conservação. Nada de coisa rasgada, quebrada, manchada ou suja. Antes de doar, pense que se não serve para nossos filhos, não serve para os dos outros. 

Vender - Existem muitos brechós (online e loja física) que vendem produtos e roupas pouco usados ou novos. Na internet, normalmente, o processo é bem simples. Você cria uma lojinha online, tira foto do que você vai colocar a venda e depois que o produto é vendido, você precisa colocar nos Correios ou combinar uma outra forma de entrega. Ou se preferir, pode procurar um brechó perto da sua casa e ir negociar diretamente as peças. Normalmente, é preciso pagar uma parte do valor da venda para estes lugares. Ou ainda uma outra opção é você mesma organizar um bazar, o que vai dar um pouco mais de trabalho, mas o lucro será todo seu.

Trocar - Outra prática sustentável de consumo é a troca, ou seja, pegar uma roupa ou brinquedo que seu filho não usa mais e trocar com alguém por outra coisa que pode ter alguma utilidade para você neste momento. Existem sites e grupos no Facebook onde é possível fazer este movimento. Basta procurar um na sua cidade.

Emprestar - Outra prática sustentável indicada para quem ainda pensa em ter outro filho é emprestar as coisas para amigas ou parentes que esperam a chegada de um bebê. Depois que ela não estiver mais usando te devolve ou empresta para outra pessoa. Com isso, você não se desfaz do produto, mas libera espaço em casa enquanto ainda não precisa dele.

Para facilitar a sua vida, selecionamos alguns endereços na internet onde é possível vender, comprar, doar ou trocar os produtos que o seu filho já não usa mais. Confira e aproveite!

Espichamos - Além de vender, trocar e comprar de forma segura, você pode doar o que não usa mais para quem precisa. https://espichamos.com/ 

Segunda mãozinha - Aqui você encontra brechós infantis próximos a você e pode comprar online em lojinhas de todo o Brasil. http://www.segundamaozinha.com/ 

Ficou Pequeno - Um site para comprar e vender roupas, sapatos, brinquedos e acessórios quase novos ou nunca usados para bebês, crianças e mamães. http://www.ficoupequeno.com/ 

Enjoei - site para comprar e vender roupas, sapatos, brinquedos e acessórios semi-novos ou nunca usados para bebês, crianças e adultos. https://www.enjoei.com.br/categoria/kids 

Roupa Livre - O movimento Roupa Livre conecta iniciativas e pessoas que se propõe a praticar um consumo sustentável através de bate-papos, workshops, oficinas, bazar e o que mais der na telha. http://www.roupalivre.com.br/ 

Quintal de Trocas - É um site que permite a troca de brinquedos, jogos, livros e fantasias entre crianças, através de um mecanismo fácil e seguro criado especialmente para este fim. http://www.quintaldetrocas.com.br/

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Exercícios físicos na gravidez


Foto Divulgação

O conceito de que grávida não pode fazer atividade física está mais que ultrapassado. Exercícios físicos são recomendados a todos, especialmente, para grande parte das gestantes, trazendo benefícios não só para a mamãe, como também para o bebê. A prática reduz o risco de complicações obstétricas, ajuda no controle da pressão arterial, gera maior controle de ganho de peso da mãe e atua positivamente no estado psicológico, diminuindo a incidência de depressão e estresse. Os exercícios, quando executados corretamente, também ajudam a conter as mudanças no corpo que acontecem durante a gestação, como os problemas posturais, inchaço, entre outros.

“Eu sou uma prova de que atividade física faz muito bem durante a gestação. Sempre fiz exercícios e continuei com a minha rotina durante a gravidez, tomando alguns cuidados, claro, como controlar os batimentos cardíacos, e evitar alguns exercícios e movimentos. Fiz aula de alongamento, musculação e também exercícios funcionais. Corri até os seis meses e, quando não aguentei mais, passei a caminhar. Fiquei super bem e disposta, meus exames eram sempre ótimos e ajudou muito no meu parto normal.” – Dânae, mãe do Caio de 1 ano.

Mas não é porque é bom, que devemos exagerar. A gravidez exige da mãe um estilo de vida ativo e saudável, e de fato não é uma doença, mas exige sim, cuidados mais que especiais. Afinal, o seu corpo está gerando uma nova vida, e isso é bastante complexo a nível biológico e temos que respeitar esse processo. Portanto, as mulheres que já praticam exercícios físicos deverão curtir uma nova forma de “malhar”. É importante fortalecer a musculatura, que vai trazer muitos benefícios para o corpo, mas o foco não deve ser a estética. Em alguns casos, o acompanhamento emocional por profissional é necessário, pois mudar uma rotina de treinos pode não ser tão simples para as mamães "atletas" e todo cuidado é pouco.
Para saber qual atividade se encaixará melhor na sua rotina e no seu estilo de vida e executar os exercícios de maneira correta, é importante consultar um profissional especializado. É aí que entra o Personal Gestante, um profissional preparado para observar todos os aspectos que envolvem uma gestação saudável. Ele conta com uma rede de apoio multidisciplinar, formada por nutricionistas e psicólogos, que atenderão as gestantes de maneira integral.

Quem acompanhou o quadro Mamãe Gentil, no Esporte Espetacular, viu um pouco do que é esse trabalho. Em cada episódio, a apresentadora mostrava sua rotina de exercícios, alimentação e cuidados para ter uma gravidez o mais saudável possível. Nós, do Mães All Time, conversamos com uma das profissionais que acompanhou de perto a rotina de exercícios da Fernanda durante o programa, a Personal Gestante Roberta Gabriel, para falar sobre a importância de praticar uma atividade física e os cuidados durante a gestação. Confira!

Foto Divulgação

Como começou o trabalho de personal gestante? Em que ano?
O meu interesse pelas gestantes começou quando fui fazer o curso de Enfermagem e Obstetrícia na UFRJ. Lá, me deparei com uma realidade que me assustou muito. Como sempre fui ligada a uma vida saudável e ativa, resolvi ir para Educação Física já com esse sonho, de ajudar as mulheres grávidas a ter mais saúde e bem-estar. Me formei grávida do meu primeiro filho e ali tudo começou. Eu fui o meu próprio laboratório! Em 2008, comecei com minha própria gestação e em 2010 iniciei meus atendimentos para outras mães grávidas!   

Qual a importância de ter um personal gestante acompanhando a gestação?
Ter a segurança de que estará cuidando do seu bem-estar e da sua saúde e de seu bebê com um profissional que sabe respeitar a necessidade de cada fase gestacional.  

O que os exercícios durante a gestação ajudam a prevenir? 
Doenças próprias desse período como a diabetes e a hipertensão (pré-eclâmpsia); dores nas costas (principalmente lombar); surgimento de dor e lesão nos punhos, ombros e quadris; diminuição do inchaço; incontinência urinária e constipação intestinal.  

Quais são as principais preocupações das mamães?
Controle de peso para uma vida saudável. Quando equilibramos e controlamos esse ganho de peso, conseguimos evitar também patologias próprias do período gestacional, como a diabetes e prevenido o surgimento de desconfortos provenientes da alteração postural e do ganho de peso excessivo, como as dores lombares.  

Quais são os exercícios mais recomendados?
Os exercícios devem ser recomendados de acordo com a individualidade de cada mulher, tanto de condicionamento físico quanto de condição obstétrica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Temos que parar com esse conceito de que gestante só pode fazer isso ou aquilo. Cada caso é um caso! E cada mulher tem perfil para uma atividade diferente! O que recomendo a todas as grávidas é a Ginástica Pré-Natal, que consiste num conjunto de exercícios próprios para promover a saúde feminina, assoalho pélvico, abdômen, quadril, e a são focados no fortalecimento para os cuidados com o bebê e na volta da barriga!  

Quando os exercícios devem começar? E quando é o momento de parar?
Depende. Atualmente, muitos obstetras liberam suas clientes a praticar exercícios desde a descoberta da gestação. Outros são mais conservadores e preferem manter o repouso até 12 semanas (3 meses), mesmo sendo uma mãe ativa! E, para a interrupção das atividades, a conduta médica também não é única. Em alguns casos, libera-se até o dia do parto, em outros paramos com 37-38 semanas. O mais importante é respeitar o que o médico definir.

Foto Divulgação

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Hora de tirar a chupeta




Por Danielle Campos 

Adiei por um tempinho o início do processo de “deschupetização”. Felizmente, prolongar esse momento não foi comprometedor para a dentição dela.

Durante 2 anos e 5 meses a chupeta foi o “sonífero” da Sofia e o fato de ter que tirar esse objeto que ela usou tanto tempo me deixou bem preocupada.

Após a primeira consulta a dentista, ela me alertou que Sofia deveria deixar a chupeta antes de completar 3 anos. Por que esse prazo? Para não prejudicar a arcada dentária dela. Saí da consulta com o peito cheio de coragem e pensando em qual método usaria para retirar a chupeta sem deixar traumas na minha filha.

Como consegui?

Primeiro de tudo, reduzi o uso durante o dia. Só oferecia a chupeta na hora do soninho. Depois disso, foi a vez de criar uma história dramática para que ela deixasse a chupeta de vez. Estava indo para a casa da minha mãe, em Niterói, e no caminho comecei a contar uma história de princesas e no meio coloquei a bruxa má. Eu disse que os dentes das princesas eram bonitos porque elas não usavam chupetas, já eram grandes. Elas só usavam quando eram bebezinhas. A bruxa má tinha dentes horríveis porque desobedeceu a mamãe e não largou a chupeta. Aí lancei o desafio: filha, o que acha de jogarmos a chupeta fora pela janela do carro? Ela topou na hora e passou o dia inteiro sem pedir a chupeta. Mas, na hora de dormir, começou o drama. Mas, foram só dois dias de choradeira e aí passou. Confesso que no primeiro dia quase desisti e dei a chupeta. Mas minha mãe estava do meu lado e me deu forças. Segui em frente! Hoje, a Sofia conta de forma tranquila como deixou de chupar a chupeta. Isso me mostra que realmente foi um processo tranquilo e sem traumas.

Um conselho: não adianta deixar para depois. Uma hora você vai precisar tirar e, quanto mais adiar, o sofrimento será maior.

Como está o processo por aí? Foi tranquilo? Está difícil? Deixe um comentário e ajude outras mães a criarem coragem.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nova vacina de Meningite B




Esse assunto tem gerado muitas dúvidas entre as mamães. Dar ou não dar a vacina? Depois de conversar com o pediatra dos nossos filhos, decidimos escrever esse post para tentar ajudar as mamães que ainda não decidiram. Realmente o preço é bem salgado, mas, para a saúde dos nossos filhos, fazemos qualquer sacrifício.


“A Sofia já tomou. Dei na clínica particular Vaccini e paguei R$585. No caso dela, são duas doses com intervalo de dois meses. Sofia chorou só um pouquinho na hora da picadinha da injeção. Depois passou. Não apresentou febre, mas a dor local é bem chatinha. Mesmo fazendo compressa no local, a região ficou inchada”.


“No caso do Caio, que vai fazer 1 ano, eu só vou dar com 1 ano e quatro meses, por orientação do pediatra. Segundo ele, como o Caio não frequenta creche eu posso esperar um pouco mais e dar apenas duas doses. Se eu desse antes disso, teria que dar três. Como o preço é salgadinho, preferi esperar um pouco”.


Esta vacina é mesmo importante? É contra um tipo novo de meningite?
Sim, a vacinação é importante! A bactéria não é nova. A vacina que é nova em nosso país. A meningite por meningococo tipo B não era tão comum no Brasil, mas com a redução dos casos de doença causados pelo por meningococo tipo C (pela introdução da vacina contra essa bactéria no calendário de vacinação do Ministério da Saúde para menores de 2 anos) o meningo B pulou do segundo lugar (responsável por 20% dos casos) para o primeiro como causa de doença meningocócica nessa faixa de idade. Essa bactéria é responsável por cerca de 60% dos casos nos menores de 1 ano, cerca de 100% nas crianças entre 12 e 23 meses e 58% nas crianças entre 2 e 5 anos. Ou seja, é importante sim.

Funciona?
No Brasil, a vacina  permite prevenir contra 81% dos meningococos B que circulam em nosso país.

Quanto custa?
Varia de clínica para clínica. Mas o produto custa para as clínicas por volta R$340 a dose. A quanto vão vender é outra coisa. Mas uma coisa é certa: É caro. Bem caro. Aqui no Rio de Janeiro custa a partir de R$550 a dose.

Quais os efeitos colaterais mais comuns? Tem como evitá-los?
Pode ocorrer febre alta, principalmente em lactentes e crianças menores de 2 anos de idade, com pico nas seis primeiras horas após a vacinação, regredindo em até 72 horas. Manifestações locais incluem dor, eritema (vermelhidão) e edema (inchaço) no local de injeção.

terça-feira, 23 de junho de 2015

7 coisas que acontecem no puerpério


Antes de ser mãe, a gente não faz ideia de como seja o pós parto e principalmente o que acontece com nosso corpo depois que o bebê nasce. Claro que, assim como a gravidez, cada mãe terá o seu próprio puerpério. Tudo depende do organismo, tipo de parto, recuperação, entre outros. Listamos algumas mudanças bem comuns que acontecem no corpo nessa fase para ajudar quem está passando por isso a não entrar em pânico. Ah, e listamos o que se pode fazer para se sentir melhor.

1) Cabelo
Prepare-se, seu cabelo vai cair e muito. Se na gravidez você sentiu que os fios ficaram mais fortes e brilhosos, no puerpério acontece justamente o contrário, especialmente por conta da amamentação, das oscilações hormonais e do estresse do pós-parto. É super normal que seu cabelo passe a cair consideravelmente até cerca de 4 meses depois que o bebê nasce. A gente pensa que vai ficar careca, mas depois de um tempo, tudo volta como era antes da gravidez. E, se não voltar, consulte um dermatologista.

2) Sangramento
Um corrimento vaginal parecido com a menstruação ocorrerá entre 20 e 30 dias depois do parto. Ele começa bem vermelho e vai perdendo a cor aos poucos. Se o sangramento não melhorar com o tempo, é bom consultar o seu médico.

3) Barriga
Depois de quase 10 meses esticando e crescendo, não espere que sua barriga vai simplesmente sumir depois que o bebê nasce. Além do inchaço normal causado pelo útero que ainda está dilatado e pela retenção de líquido, a barriga fica flácida, cheia de pele. Também pode acontecer da tonalidade da pele ficar escura, como se tivesse suja. Mas, calma, as coisas vão voltando para o seu devido lugar aos poucos. Tudo depende do tempo de recuperação de cada organismo e da memória que o seu corpo traz consigo.

4) Peso e inchaço
Durante a gravidez a gente ganha alguns bons quilos. O normal é até 12 kg, mas a gente sabe que nem sempre é possível cumprir esta meta. E depois que o bebê nasce, existe uma cobrança da sociedade e nossa também para que todos aqueles quilos excedentes sejam eliminados num piscar de olhos. A gente perde um peso considerável depois do parto, mas dificilmente é possível eliminar tudo em pouco tempo. Claro que tem gente que consegue e também é normal. Não devemos achar que só porque a pessoa volta ao seu peso rápido, está fazendo dietas malucas ou passando fome. Mas, na maioria dos casos, o corpo costuma levar tempo para voltar a sua antiga forma. A amamentação ajuda muito a queimar calorias e depois de ter alta do médico, é bom aproveitar a licença para praticar uma atividade física. Mas não vale nenhuma dieta maluca, é importante comer de forma saudável para a amamentação e para ter energia.

5) Pele
Algumas pessoas sofrem com problemas na pele, especialmente do rosto. Podem aparecer espinhas ou a pele ficar mais sensível. As olheiras também farão parte da sua vida nesta fase.

6) Seios
Depois do parto, os seios ficam muito inchados e doloridos e podem rachar ou ferir com a amamentação. Esse processo pode ser muito dolorido para algumas mulheres, mas também melhora com o tempo.

7) Emoções
No puerpério as emoções ficam a flor da pele. A oscilação hormonal misturada com todo o estresse e preocupação dos cuidados do recém-nascido e com o cansaço das poucas horas de sono se tornam uma bomba relógio prestes a explodir. Chorar a toa, angústia, nervosismo, vontade de sair correndo, tudo isso é normal. Mas é preciso tomar cuidado com a depressão pós-parto, que é mais comum do que a gente imagina. Se estiver com tristeza e desânimo permanente, o ideal é procurar um especialista.

Dicas para se sentir melhor
  • Descanse e relaxe sempre que puder, especialmente, nos momentos de sono do seu bebê;
  • Se tiver uma pessoa de confiança, peça.ajuda, especialmente nas tarefas de casa. Foque a sua energia no bebê;
  • Não afaste o seu companheiro. Mantenha-o por perto e convide-o a partilhar as tarefas que envolvem cuidar do bebê;
  • Controle as visitas e imponha algumas regras, sem receio ou sentimentos de culpa. É fundamental manter um ambiente tranquilo e privado para que todos possam se adaptar às novas rotinas e descansar.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os cinco maiores desafios da maternidade

Resolvemos criar este blog por sentirmos uma enorme necessidade de falar sobre um tema que mudou nossas vidas para sempre, a maternidade. E também para dividir nossas experiências com outras mães que estão sempre buscando informações para fazer as escolhas que julgam ser as melhores para seus filhos.
Apesar de todos os momentos lindos, um amor incondicional e uma felicidade sem tamanho, a maternidade não é só um anúncio de margarina. Esse momento tão especial na vida de nós, mulheres, também traz muitos desafios, a maioria deles sem uma explicação pronta, uma receita médica, ou um artigo científico. Até porque cada mãe é uma mãe e cada filho é um filho. O que serve pra mim, às vezes não serve pra vocês. E o que pensávamos que seria simples na teoria, na prática é outra história.
Por isso, no primeiro texto desse nosso espaço resolvemos falar sobre os maiores desafios da maternidade para cada uma de nós, que podem ser parecidos ou totalmente diferentes, especialmente porque nossos filhos tem idade, gênero, personalidade e criação diferentes. Mas o que importa é trocar experiências para aprender sempre. Vem com a gente! E não deixe de nos contar quais foram seus maiores desafios.

Dânae - mãe do Caio de nove meses


1) Sono
O sono do meu filho com certeza foi e ainda é um dos meus maiores desafios como mãe. Eu sempre li que todo recém-nascido passava a maior parte do tempo dormindo, que todo bebê só mamava e dormia. Comigo não aconteceu nada disso. Desde que chegou em casa da maternidade o meu filho tinha muita dificuldade de dormir. Ele passava quase o dia todo acordado e mamando. Eu só conseguia que ele dormisse fora do meu colo em um único período do dia, que nunca tinha um horário certo. Eu passei dois meses como um zumbi. Só quando ele tinha dois meses que eu consegui que ele dormisse melhor (isso é papo para outro post). Mas isso ainda é uma dificuldade pra mim. Ele dorme bem de dia, mas acorda muitas vezes à noite. E ficou com a mania de dormir mamando no peito, que eu ainda não consegui tirar.
 2) Rotina
Essa foi uma das minhas maiores dificuldades quando ele era recém-nascido. Eu lia milhares de livros, matérias, artigos e todos falavam que as crianças mamavam de três em três horas e sobre a importância do bebê ter uma rotina. Mas como ele não dormia direito e passava quase todo o dia mamando, eu não conseguia estabelecer uma rotina. Eu me achava um verdadeiro ET e me sentia muito culpada. Mas, hoje, olhando para trás, eu vejo como me desgastei em busca de uma rotina que não era possível naquele momento. Eu só consegui estabelecer uma rotina nele, baseada na alimentação de três em três horas, quando ele passou a dormir melhor. Hoje, ele tem uma rotina bem estruturada e, com certeza, é a melhor coisa para os bebês. Mas, não se desespere, cada mãe precisa do seu próprio tempo para fazer isso.
 3) Amamentação
Eu amo amamentar. Meu filho mama até hoje e não pretendo parar tão cedo, mas minha produção de leite nunca foi uma Brastemp. Por isso, conseguir que ele mamasse exclusivamente no peito até os seis meses foi uma grande vitória, especialmente quando voltei a trabalhar, quando ele tinha cinco meses. Eu tinha que deixar de duas a três mamadeiras para ele por dia e era muito complicado tirar essa quantidade de leite no trabalho e em casa. Foi bem difícil e me orgulho muito de ter conseguido. Até hoje, eu nunca dei outro tipo de leite pra ele que não fosse o meu.
 4) Volta ao Trabalho
Esse foi o momento mais difícil pra mim até hoje. Depois de me dedicar cinco meses exclusivamente ao meu filho, deixar ele aos cuidados de uma outra pessoa e passar o dia inteiro longe dele foi muito triste pra mim. Pensei muitas vezes em abandonar meu emprego pra ficar com ele, mas não pude me dar este luxo. Tinha contas para pagar e não podia depender só do meu marido. Foi muito mais difícil pra mim do que pra ele. Sofri demais e sofro até hoje por não estar mais perto dele.
 5) Independência
A gente sempre ouve que cria o filho para o mundo. Mas eu confesso que sou uma mãe muito apegada. Tenho muita dificuldade de deixar os cuidados do meu bebê com outra pessoa. Gosto de fazer tudo, participar de tudo. E meu filho também é muito grudado comigo. Sei que preciso melhorar isso, que ele precisa criar vínculos com outras pessoas, mas ainda estou tentando melhorar.

Danielle - mãe da Sofia de 2 anos e nove meses



1) Amamentação
Durante todo o meu pré-natal minha obstetra brincava que eu seria uma “vaca leiteira”. Eu acreditava, pois minha irmã foi e imaginei que a genética não iria me desapontar. Não foi isso que aconteceu! Logo na minha alta da maternidade a pediatra que acompanhou meu parto me deu uma noticia preocupante sobre minha filhota. Soube que ela poderia ter um probleminha no quadril chamado ortoloni. Já ouviram falar? Eu não! Bom, depois fazemos um post sobre o assunto. Acredito que por conta desse susto, meu leite não desceu como deveria. Foi um mês de tensão entre exames e cuidados. Por conta desse probleminha minha amamentação, o momento que mais sonhava, não foi tão mágico. Tive que introduzir o leite artificial (pelo menos 1 mamadeira ao dia) para a Sofia não perder tanto peso. Ela tinha apenas 10 dias. Foi triste, muito triste, mas superei. Me esforcei como pude, tomava plasil por dois dias e um não, cápsula de alfafa manipulada, me alimentava super bem e consegui dar de mamar até 4 meses. Por enquanto tenho certo na minha cabeça que não terei o segundo filho. Caso mude de ideia, o meu maior desejo é que a amamentação seja diferente.
 2) Culpa
Brigava comigo mesma todos os dias para não deixar que a culpa me consumisse. É do ser humano, ainda mais mãe, se culpar por tudo. Por não conseguir amamentar, por deixar o filho dormir com a fralda “suja” (o cansaço fala mais alto), porque não conseguiu chegar a tempo do trabalho, por desejar um tempinho só para fazer xixi em paz, etc. Me culpei tanto durante a licença-maternidade, ops, me culpo até hoje  Minha culpa aumentou quando minha filhota caiu da cama quando tinha apenas 4 meses. Ela não se virava sozinha até o dia que caiu. Eu sei que foi uma falha deixá-la sozinha na almofada de amamentação só por um minuto, tempo de ir na cozinha pegar a mamadeira. Um minuto para os bebês é tempo suficiente para fazer várias artes. Sou humana e passível de erros. O pai dela, em vez de me acalmar, quase me matou. Superei, mas essa foi a pior culpa, juro. Ainda não entra na minha cabeça que sou a melhor mãe para a minha filha. Juro que ainda vou aceitar esse troféu! Quem sabe quando a Sofia estiver com uns 80 anos eu melhore rsrs.
 3) Cólica
Momento tenso esse, muito ruim mesmo. A sensação de impotência é a pior. Sua filha se contorcendo de dor e você tentando de tudo para que o sofrimento acabe, mas não consegue. Sofia foi apresentada a chupeta na primeira dor e resolveu muito bem, ela ficou calminha. Mas a cólica punk aconteceu justo no dia que eu estava sozinha com ela. A criança chorou de 07h30 às 20h. Tive um surto de desespero misturado com cansaço, não sei explicar. Chovia bastante nesse dia e não saímos para o passeio matinal. Juntou tudo, perceberam? É assim mesmo que acontece! No meu auge do surto olhei para o rostinho lindo da minha filha e falei: eu não aguento mais ouvir o seu choro. Para!!! Joguei ela na minha cama. Não gosto nem de lembrar desse episódio, mas preciso contar e não tenho nenhuma vergonha em admitir esse ato horrível. Graças a Deus não aconteceu nada com ela. Minutos depois eu só sabia chorar e beijar, beijar muito minha filha. O arrependimento logo passou e com ele vieram várias promessas.
 4) Volta ao trabalho
Acho que para qualquer mãe esse desafio é bem traumático. Retornei ao trabalho quando minha filha tinha acabado de completar 5 meses. Fui chorando e voltei chorando. Engraçado que antes do término da licença, quando ela tinha apenas 2 meses, conversava com meu marido que não via a hora de retornar ao trabalho. Quando faltavam 15 dias para o retorno ao trabalho o discurso era outro. Comecei a implorar para ele que me sustentasse, que não me deixasse voltar para o trabalho, etc. Foi muito complicado aceitar que minha filha iria ficar com a babá mais tempo do que comigo. Graças a Deus tive sorte com a babá. Tinha dias que minha filha não queria saber do meu colo, trocava dormir comigo para ir com a babá. No início foi duro aceitar essa rejeição, mas fui me adaptando. Foi bom para a minha filha eu não abandonar o trabalho. Acho que se optasse pelo contrário ela não seria a Sofia que é hoje.
 5) Educação
Acho que o meu maior desafio como mãe foi e continua sendo o de educar a Sofia para ser uma pessoa do bem. Acredito que essa seja uma das tarefas mais complexas e exigentes que uma pessoa ter: a de encaminhar, orientar uma criança na intenção de ajudar a torná-la aquele tipo de pessoa que o mundo precisa: honesta, solidária, justa, carinhosa. Tem a fase de emprestar o brinquedo, não ser egoísta, enfim vários pontos que estressam bastante. Educar é uma arte, pois a cada minuto a criança testa os pais. Cansa fisicamente e psicologicamente falar NÃO para tudo. Além disso, os “pitacos” dos familiares e amigos também irritam bastante. Ouvir que é sua filha é mimada, cheia de vontade, que precisa de um irmão, etc, etc, etc é bem chato. Respiro fundo até hoje para não ser grosseira e vou “tocando” o barco.